segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Meu desesperar efêmero...

Nau atravessada
Brinquedo repartido
Sistema afável
Amor fugitivo
Sem pé nem cabeça
Sem mãos nem pescoço
Sem dor sem temor
Constante ardor...

Alucinação endógena,
Intrínseca, Idiossincrasia.
Mas o querer impera
E a razão padece
A lucidez se vai
O amor recai
A dor estremece...

E agora quem és?
E agora quem sou...?
A nau já dirá,
O tempo realçará,
O sol mostrará
A vida a retirar
A chuva sombria.
Meu desesperar efêmero...

Sem prosa ,sem nexo...
Sem métrica, com réplica...
Quanta dor que finge não sentir
Animal desesperado...
Esta é a tua saída
Esta é tua sobrevivência...
E isto me faz humana.
É assim o “monólogo da loucura sobre a razão”
Catalisa as emoções.

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