Nau atravessada
Brinquedo repartido
Sistema afável
Amor fugitivo
Sem pé nem cabeça
Sem mãos nem pescoço
Sem dor sem temor
Constante ardor...
Alucinação endógena,
Intrínseca, Idiossincrasia.
Mas o querer impera
E a razão padece
A lucidez se vai
O amor recai
A dor estremece...
E agora quem és?
E agora quem sou...?
A nau já dirá,
O tempo realçará,
O sol mostrará
A vida a retirar
A chuva sombria.
Meu desesperar efêmero...
Sem prosa ,sem nexo...
Sem métrica, com réplica...
Quanta dor que finge não sentir
Animal desesperado...
Esta é a tua saída
Esta é tua sobrevivência...
E isto me faz humana.
É assim o “monólogo da loucura sobre a razão”
Catalisa as emoções.
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